quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Reflexão


"As pessoas mais bonitas que nós conhecemos são aquelas que já perderam, sofreram, lutaram e encontraram um caminho para se erguer das profundezas. Essas pessoas tem um apreço, uma sensibilidade e um entendimento da vida que os preenchem com compaixão, gentileza e um amor fora do comum. Pessoas bonitas não são um acaso."
Elisabeth Kubler Ross

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"O Forte"



Um fenômeno marcante nos casos de famílias enlutadas pela morte ou eminência de morte de um de seus membros é a incorporação de diferentes papéis diante do acontecimento.
É bastante comum, a existência de um desses papéis: "o forte".

O forte seria aquela pessoa que se destaca pela eficiência. Bastante racional, corre atrás de tudo e cuida de tudo para que os outros membros da família possam vivenciar sua dor. Não demonstra sentimentos e sempre utiliza de frases "positivas" no seu processo de luto.

É necessário que fiquemos atentos quanto a função dessa força.
Não podemos ignorar o luto de pessoas com esse "perfil", pois talvez ela também precise de auxílio para a elaboração de seu luto, como ressalta Caplan:

"As pessoas que parecem ajustar-se mais
estoicamente (firme, rápido) a uma morte são, a longo prazo, as
mais afetadas por ela. Vez por outra observamos
pessoas que encaram aparentemente uma perda com
fortaleza e coragem incomuns. Elas não se deixam
abalar pelo infortúnio... Não choram nem se
mostram preocupadas com as recordações e
pensamentos sobre as pessoas que amavam e
perderam... Mas eram essas pessoas aparentemente
“corajosas” as que, com o tempo, eram mais
marcadas pela morte."


Não subestime a dor do outro!
As vezes, as pessoas aparentemente parecem não estar sofrendo, mas na verdade, não estão expressando e deixando  transparecer a sua dor.



 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Medicamentos e o Luto


          Sabe-se que a morte em nossa sociedade atual é um assunto que não pode ser discutido, é algo deixado em segundo plano, como se isso pudesse adiá-la. Deve ser escondida, institucionalizada e medicalizada, não mais portadora de ritos e sem grandes demonstrações de dor pelos enlutados.  

          Quando se perde alguém querido, há lágrimas que precisam ser choradas, há gritos que devem de ser gritados. Na minha experiência com enlutados, posso garantir que muitas pessoas da família erroneamente “medicam” por conta própria enlutados com calmantes e tranqüilizantes.

          Mas qual seria a função de tal atitude?

          Muitos justificam que o enlutado não conseguiria agüentar o sofrimento, vivenciar o momento. Será mesmo que o enlutado não suportaria a dor ou é uma dificuldade da própria pessoa (que oferece o medicamento) para lidar com o sofrimento, com a expressão de dor do enlutado?  

Lembre-se:
 - o remédio não vai fazer com que o vazio da perda desapareça, este fato é algo que deve ser elaborado e encarado.
- o uso de medicação sem prescrição médica pode trazer prejuízos ao enlutado.

          O ideal, antes de qualquer coisa é consultar um médico para saber a real situação e os riscos que o enlutado pode ter. Ele irá orientar quanto o uso ou não de medicamento.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cuidado com Enlutado - o que dizer

"Você precisa ser forte"
"Deus sabe o que faz"
"Foi melhor para ele (a)!"
"O tempo cura todas as feridas"
"Você não pode chorar, ele (a) não irá ficar em paz"

     São exemplos de frases ditas com frequência por parentes, amigos de pessoas enlutadas.
     Mas você já parou para pensar no significado, no que gera esse tipo de comentário para uma pessoa que esta fragilizada e abalada, como é  o caso de uma pessoa enlutada?

     Muitas pessoas acabam por fazer esse tipo de comentário, pois não sabem o que dizer num momento tão difícil.
     Na maioria das vezes quem diz algo desse tipo possui as melhores das intenções, dizem isso para "tentar diminuir a dor da perda", mas será que isso é possível?

     Ao contrário, quando você diz alguma frase como estas citadas acima, você não permite que a pessoa se expresse como precisa.
      E se a pessoa levar esse comentário em consideração pode ser muito doloroso para ela tentar ser forte, tentar parar de chorar, pode gerar mais sofrimento ainda, por tentar reprimir o que esta sentindo



      Nesse momento de dor, ela não quer se forte, ela não consegue ser forte! Essa pessoa precisa de acolhimento, que alguém a entenda e respeite a sua dor.



     Será que você precisa dizer algo?
     Será que somente a sua presença, mostrar que esta por perto,  não é essencial?

     Alguns enlutados vão precisar e preferir o silêncio, sem questionamentos, sem comentários.
 Precisamos estar atentos para entender o que cada pessoa necessita nesse momento de dor.

Atenção:

Tente nunca dizer:
           "Você já... esta melhor..../ já esta saindo.../ já esta se divertindo"
           "Você ainda está... sofrendo... /ainda está se sentindo assim..."

Lembre-se que o luto é singular, cada pessoa vivencia o seu luto de uma determinada forma. Não há formas melhores ou piores/ certas ou erradas.

       E você já tinha parado para pensar o que podemos causar numa pessoa enlutada?!
      Antes de sair por ai dizendo algo, vamos pensar a respeito e observar, ver o que realmente poderá ser útil para aquela pessoa que esta tão fragilizada.
      Não esqueça que cada pessoa é única!
     Numa mesma família você poderá encontrar diferentes formas de vivenciar o luto, precisamos estar atentos a isso!  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A dor que dói na Alma!

A dor de hoje é parte da felicidade de outrora.
(Filme Terra nas Sombras)

Essa frase explica o por que dói TANTO quando perdemos alguém que amamos:

Dói, porque foi muito bom!
Dói, porque você tinha um vínculo com essa pessoa, ela era importante para você!
Dói, porque você a amava!



Amor e luto são 2 faces da mesma moeda.
Não se pode ter um, sem ter o outro.
O Luto é a conseqüência, é o preço por amar...

Compartilhando

"Fiquei muito feliz pelo convite de escrever algo para o blog, ainda mais nesta semana, que antecipa o dia das mães... Você mais que ninguém sabe da minha luta para continuar a minha vida após a perda da minha mãezinha...
Escolhi aquela música que tantas vezes foi assunto na terapia, uma música que para alguns é apenas mais uma letra, mais uma melodia, mas para mim... diz MUITA coisa! Tem um significado único! 
Muita gente pode ouvir essa música e pensar em um amor, um companheiro... eu penso na minha mãe que se foi quando tinha apenas 16 anos...
Espero que de alguma forma essa letra toque o coração de vocês, como toca o meu a cada vez que a escuto!
E aproveito para agradecer por tudo o que construimos juntas na terapia!"

Vento no Litoral - Legião Urbana




De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...

Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim

Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...

 

Mensagem enviada por  S.L.
Agradecemos imensamente o carinho que teve em escrever algo tão único e singular para o "Compartilhando".  Com certeza enriqueceu ainda mais o nosso blog.

Se você também quer compartilhar envie para o nosso email:
institutodoluto@grupobompastor.com.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mitos sobre o Luto

Nessas próximas semanas iremos discutir no nosso blog a respeito de concepções equivocadas que as pessoas podem ter a respeito do processo de luto.
           Essas concepções ao invés de ajudar a pessoa enlutada, dificultam a elaboração do luto e acabam causando prejuízos.

Para darmos início, escolhemos um dos maiores e mais frequentes mitos a respeito do luto:

“Não choro, nem converso sobre a perda na frente de meus familiares,
  pois quero poupá-los”             

Muitas famílias criam um pacto de silêncio a respeito da perda, com a intenção de causar menos dor ao outro. 


Será que agindo dessa forma estaremos contribuindo positivamente no luto das pessoas que convivemos?
Será que conseguimos poupar alguém de uma dor tão desorganizadora como essa?
Será que reprimir sentimentos e emoções ajudará no nosso processo de luto?

        
A resposta para todas essas questões é não!


As vezes chorar na frente do outro, demonstrar que esta sofrendo,  poderá aliviar essa outra pessoa, no sentido de que ela não está passando por isso sozinha. Outras pessoas estão sofrendo também. Saber disso tranqüiliza...

Não temos esse “poder” de poupar ninguém de um sentimento tão intenso e forte como a perda de alguém querido. Sabe-se que se expressarmos e conversarmos sobre o acontecido isso facilita no processo de elaboração do luto.

Falar do acontecido não é nada fácil e causa muito sofrimento para a pessoa. Mas as pessoas se esquecem que esse sofrimento já existe. Não é o falar que gera esse sofrimento. O falar é somente uma maneira de expressa-lo.
Esse sofrimento é fruto do rompimento de um vínculo com alguém de extrema importância e relevância.  Quando falamos, apenas estamos entrando em contato com esse sofrimento, estamos permitindo expressar e compartilhar essa dor.  

Chorar é uma maneira natural de aliviar a tensão interna e permite que seja comunicada a necessidade de ser confortado.

Pense nisso!



quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Luto e o Chorar

Voce já se perguntou alguma vez por que choramos?



Choramos para expressar algum sentimento.

Quando recebemos a notícia que uma pessoa que amamos faleceu, sentimos o peito apertar... a voz embargar... vontade de chorar tamanha. Nesse caso, na maioria das vezes, o sentimento nomeado como tristeza quer ser expresso

Mas no luto é freqüente algumas pessoas reprimirem esse choro.
Algumas pessoas acreditam que precisam ser “fortes” e que chorar é sinônimo de fraqueza; Outras não querem demonstram seus sentimentos para outras pessoas com a intenção de poupá-las e não preocupá-las, ou não deixá-las tristes também...

 Também é possível que a pessoa que está preocupada com o enlutado tente, mesmo que de maneira sutil, por desejo de protegê-lo, evitar que ele chore e acabam por dizerem frases como: ´As lágrimas não o trarão de volta´ ou ´Ele não gostaria de vê-lo chorar´.  Na verdade, esse tipo de atitude mostra que essa pessoa sente-se impotente diante do sofrimento do enlutado, ou seja,  não sabe como lidar com isso!

Mas o que acontece quando reprimimos esse choro?

Quando esse sentimento quer ser expresso e nós não permitimos isso?


Sabe-se que o chorar funciona como uma descarga física e emocional. Dessa forma, quem reprime o choro pode apresentar com freqüência sérios problemas psicossomáticos, além de aumentar a suscetibilidade a distúrbios relacionados ao stress.

Como já dizia um filósofo romano: “As lágrimas aliviam a alma”



Pense nisso!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Datas Comemorativas


Quando temos as pessoas que amamos ao nosso lado, a chegada de datas comemorativas é vista com alegria, entusiasmo e empolgação
Quando perdemos alguém querido, esses dias especiais, se pudéssemos, não fariam mais parte do calendário.
É difícil encontrar motivação para comemorar qualquer data!
As datas comemorativas despertam lembranças, saudades, tristezas...


Os sentimentos se intensificam porque a ausência de quem se ama fica evidenciada. 


Mas sobreviver a essas datas é possível!
É preciso reaprender a conviver com esses dias e vivenciá-los de um jeito diferente.
Algo que ajuda muito é o ritual, mas ele precisa fazer sentido para você! 

Portanto, ritualize, homenageie, faça alguma coisa, ainda que simples: vestir uma roupa especial; ir a um lugar que tenha significado para você; preparar uma comida especial; se você for religioso, pode fazer uma oraçãó; vá a igreja, se isso lhe fizer bem!
Só não se esqueça que o rito é SEU!
Tem que ser importante e fazer bem para você!

 






Buscar apoio entre parentes e amigos também é válido e importante!
Conversar, compartilhar suas emoções, sentimentos e pensamentos podem te ajudar nesses dias.


E você, como tem vivenciado as datas comemorativas? O que tem feito? Divida conosco, assim poderá contribuir e ajudar alguém que esta passando por esta situação.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Redes Sociais - seu papel na elaboração do luto

     Sabemos que hoje em dia é tamanho o número de pessoas que possuem um perfil virtual em alguma rede social disponível na internet.
     Mas e quando uma dessas pessoas falecem? O que fazer com este perfil?

     O que podemos observar nas redes sociais são que frequentemente os familiares excluem o perfil da pessoa falecida.
     Outros, permanecem com o perfil. Alguns até chegam a responder as mensagens que amigos e conhecidos enviam. 

     Mas, afinal, o que se deve fazer?


    
     Todo processo de luto é único! Partindo desse princípio, cada pessoa irá vivenciar e enfrentar o seu luto de acordo com os seus recursos. Para alguns o simples fato de manter o perfil de um parente, amigo, familiar pode ajudar em seu processo de elaboração do luto, já para outros, isso pode não ser benéfico.     
         
     O ato de manter um perfil na rede pode significar uma forma de manter viva a pessoa que faleceu, podendo ser uma forma de negação da morte. Isto pode ser um fator complicador no processo de elaboração do luto.
     Mas se por outro lado, a manutenção do perfil servir como uma forma de manter lembranças e homenagens. Esse ato poderá contribuir de uma forma positiva.  

      Por isso, deve-se sempre compreender o significado dessa experiência para cada pessoa.

    

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Recomeçar


 

Como a vida é delicada, frágil!... os segundos que se substituem não se repetem e o instante que vem pode transformar toda uma história em pedaços de lágrimas, onde o chão parece desaparecer sob os pés e o coração fica tão dolorido que parece que nunca vai encontrar remédio para curar-se.
Ninguém gosta de falar sobre perdas, alguns evitam até  pensar, mas todos temos que, um dia ou outro, enfrentar.
Quando pensamos na vida, não queremos pensar nas possibilidades das perdas, que nos fazem sofrer antecipada e inutilmente. Lidamos com a morte como se fosse o contrário da vida, como se fossem duas coisas distintas. Na verdade a morte faz parte da vida, mas é difícil aceitar isso!
Viver o luto é vivenciar a dor e a partida e aprender a continuar a viver. Talvez seja justamente isso o mais difícil: viver depois, reencontrar a alegria, o gosto, reaprender a olhar o belo e desejá-lo.
Algumas pessoas desenvolvem um sentimento de culpabilidade em aceitar novamente o presente da vida, o sorriso e o recomeçar. Elas sentem como se estivessem traindo quem se foi, porque devem continuar.
Ora, o amor não diminui ou não fica diferente porque aprendemos a viver sem os que se foram. O espaço conquistado no nosso coração pelos que nos amaram e os que amamos ficará definitivamente marcado. Porém, isso não pode e não deve impedir ninguém de viver.
É preciso aprender a viver com e apesar de. É preciso aprender a viver com a dor, com a falta, com a saudade e apesar do adeus. E é preciso se reconstruir!
Completar o luto é aceitar que a última página de uma história tenha sido definitivamente virada, que aquele livro se encerrou, mas que você poderá sempre que quiser ter contato com esse livro, onde nele estará registrada as suas lembranças, o que de mais rico ficou dessa relação. E que nada nem ninguém poderá tirar de você!

domingo, 6 de novembro de 2011

Dia de Finados – Passado, Presente e Futuro.


       Na quarta-feira, dia 02 de novembro, minha esposa e eu fomos ao cemitério. Nós e uma infinidade de outras pessoas, outras vidas, outras famílias. Por um momento me perguntei qual forte motivo faz com que pessoas saiam do conforto de suas casas para “visitar seus mortos”.
       Para quem acredita em alma não faria muito sentido, já que se supõe que ali a alma não esteja. Para quem não crê poder-se-ia dizer que faz menos sentido ainda, já que está tudo acabado.
       De qualquer das formas que se pense, quem se foi não está mais ali. Por outro lado, há nos cemitérios um registro material - restos mortais, lápides, placas – nos indicando perpetuamente (talvez por isso o nome perpétua?) que houve alguém entre nós, nesta vida tal qual a conhecemos.Alguém que amou, odiou, riu, chorou, entristeceu-se, foi feliz. Cumpriu sua jornada e partiu.
       Lembrar é uma forma de tornar vivos, ao menos dentro de nós, aqueles que se foram e que ainda amamos. Estar ali no campo santo no dia de finados talvez possa nos ajudar a acessar essa memória afetiva.
“Visitar” os nossos antepassados nos permite ajudar a compreender quem somos, por que somos e de onde viemos. Pode ainda lançar luz em nosso presente e valorizá-lo.
       Morar em um cemitério não é um privilégio só dos que estão ali. Um dia nossos restos mortais também farão parte daquele lugar.
       Relativizar as nossas ansiedades, medos e desejos diante da eternidade do tempo e do breve tempo de nossas vidas (ou, com as palavras ditas pelo meu patrão: não levar as coisas tão a sério a ponto de adoecer) é um grande aprendizado que podemos extrair olhando todas aquelas sepulturas.
       Compreender que a história da humanidade continuará após a nossa morte física nos proporciona um sentimento de humildade honesto e necessário para conduzir o nosso dia-a-dia. Essa percepção pode ainda nos dar o suave alento de que depois que nossa história nesse mundo termine, haverá outras pessoas vivendo suas vidas, seus amores, suas dores e alegrias e homenageando carinhosamente seus mortos.


Onassis Bruno
Função - Analista de Funeral e Membro da equipe do Instituto do Luto Bom Pastor


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Moda para pessoas mortas"




Pia Interlandi, estilista australiana, cria roupas para serem usadas por defuntos no seu enterro.

A roupa dos mortos é diferente da dos vivos, porque não têm como fim oferecer calor, proteção e comodidade, diz Pia. O objetivo é enfeitar o corpo para o pós-vida.

 
Em seus desenhos estão intrincadas memórias da perda de parentes e de desconhecidos, assim como conhecimentos adquiridos através de experimentos científicos.
 
O trabalho incorpora ideias da morte, com seus rituais e transformações, e é resultado de uma profunda reflexão sobre a vida e nossa passagem por ela. "Minha roupa é para pessoas que estejam pensando no final da vida e naquilo que valorizam".
 
A estilista explica que para desenhar a sua roupa leva em conta não apenas os que morrem, mas também os que ficam vivos. "Eles (os vivos) necessitam sentir que a pessoa que morreu está protegida, que é amada, que está coberta, que não está nua", reflete.

"Em minha experiência com meu avô, foi reconfortante ver que ele já não sentia dor, que o que o mantinha vivo já não estava mais lá, e que tudo o que restava era a carapuça."
"Mas é preciso proteger essa carapuça, porque existe um vínculo sentimental com ela, com a sua aparência." Para Pia, "vestir um ser amado é um processo imensamente poderoso, e embora não seja para todos, recomendo às famílias que participem".


E você, o que acha disso? Já parou para pensar sobre o assunto?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

11 de Setembro - Luto Mundial

Uma nação que ainda tenta compreender o significado do acontecimento, tenta dar sentido a ele!

Para homenagear as vítimas e também os heróis que arriscaram suas vidas, o diretor Spike Lee lançou esse videoclipe que contou com diversas crianças novaiorquinas que agradeceram os bombeiros através da música.

Compartilhando

Saudade (Pablo Neruda)


Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já…

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida…

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam…

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido!

Poema enviado por uma de nossas clientes do Instituto do Luto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Música da semana: "Bye Bye - Mariah Carey"

     Escrita por Mariah Carey e co-produzida por Stargate, "Bye Bye" é uma música sobre a morte. Segundo a cantora essa música  é "para as pessoas que acabaram de perder alguém", disse ainda que fez essa canção em homenagem a todas as pessoas que passaram e marcaram sua vida , em especial para o seu falecido pai.

     Abaixo segue a tradução em português!


Adeus 
Essa é para as pessoas Que já perderam alguém
Seus melhores amigos, seus filhos
Seu homem ou sua mulher
Coloque suas mãos bem para cima
Nós nunca diremos adeus

Mães, pais, irmãs, irmãos
Amigos e primos
Essa é para o meu povo Que perdeu suas avós
Levante sua cabeça ao céu
Porque nunca diremos adeus

Enquanto criança, houve tempos em que
Não compreendia,
mas você me mantinha na linha
Eu não sabia o porquê
Você não aparecia às vezes
Aos domingos de manhã e eu sentia sua falta
Mas estou feliz que conversamos sobre isso
Todos aqueles problemas de gente grande
Que as separações trazem
Você nunca me deixou saber
Você nunca demonstrou
Porque você me amava
e obviamente
Há muito ainda o que dizer
Se você estivesse aqui comigo hoje
cara a cara

Eu nunca soube que podia ser tão doloroso
E a cada dia que a vida passa eu desejo
Poder falar com você por um tempo
Sinto saudades mas eu tento não chorar
Enquanto o tempo passa
E é verdade que você
Atingiu um lugar melhor
Mas eu ainda daria o mundo para ver seu rosto
E estar bem a seu lado
Mas é como se você tivesse ido cedo demais
E agora a coisa mais difícil de fazer
É dizer adeus

Você nunca teve a oportunidade de ver
O bem que eu fiz
E você nunca teve a chance
De me ver de novo em primeiro lugar
Eu queria que você estivesse aqui
Para celebrarmos juntos
Eu queria que pudéssemos
Passar os feriados juntos

Eu lembro de quando você costumava
Embalar-me para dormir
Com o ursinho de pelúcia que me deu
E que eu abraçava bem forte
Eu achava que você era tão forte
Que iria passar por qualquer adversidade
É tão difícil aceitar o fato de que
Você se foi para sempre

Eu nunca soube que podia doer tanto
E a cada dia que a vida passa eu desejo
Poder falar com você por um tempo
Sinto saudades mas eu tento não chorar
Enquanto o tempo passa
E é verdade que você
Atingiu um lugar melhor
Mas eu ainda daria o mundo para ver seu rosto
E estar bem a seu lado
Mas é como se você tivesse ido cedo demais
E agora a coisa mais difícil de fazer
É dizer adeus

Então essa é para o meu povo que já perdeu alguém
Levante suas mãos para o céu
Porque nunca diremos adeus!

E Você tem alguma música que goste muito e que te faça lembrar de alguém especial? Sim? Então nos escreva contando sobre isso: institutodoluto@grupobompastor.com.br
Estamos esperando o seu contato!

Bom final de semana e até semana que vem!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Compartilhando..."

     Uma de nossas clientes do Instituto do Luto pediu para que nós colocássemos no blog o texto que vocês vão ler abaixo. 
     Esse texto tem um significado muito importante para ela e de certa forma a confortou no momento que ela diz ser o mais difícil de sua vida. A intenção dela é poder compartilhar com vocês e quem sabe "confortar" ou pelo menos fazer vocês pensarem a respeito dessa vivência  tão dolorosa mas inevitável que ela e acreditamos que muita gente esta enfrentando nesse momento: a perda de alguém tão querido!

                            "A Morte não é Nada" - Santo Agostinho


"A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente, a vida
continua, linda e bela como sempre foi.”

     Para alguns esse texto poderá ter o mesmo sentido que teve para a nossa querida cliente, um "conforto", um "alívio" momentâneo.
     Para outros esse texto pode não ter significado nada. E isso também é totalmente compreensivo! Como sabemos o Luto é um processo ÚNICO! Cada pessoa reage de uma forma e o enfrenta de sua maneira, claro que as nossas crenças influenciam nisso também!

     Agradecemos imensamente a nossa cliente por compartilhar conosco algo tão significativo e pessoal para ela.
     Se você também tem algo a compartilhar, não se esqueça: institutodoluto@grupobompastor.com.br
     Um beijo carinhoso,
     Até!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Luto e a sua cor"

     Gerações antigas tinham o costume de marcar o luto através do traje. Era comum sair as ruas e encontrar principalmente senhoras vestidas de preto. Não precisava pensar muito para saber que aquela pessoa estava em luto. 


     Mas você sabe porque a cor "preta"?

     Em nossa cultura, o preto é usado para representar o luto. A utilização da cor preta em trajes para demonstrar o luto  não é universal. A cor preta é particular à sociedades Ocidentais já que a cor é associada a sentimentos ruins, tristeza e significa que a pessoa está fechada para as emoções. A vestimenta é uma forma de comunicar ao mundo uma situação especial vivida pela pessoa, ajudava as outras pessoas a identificar quem estava vivenciando um luto.

     Em certas regiões do Oriente, onde a morte é encarada como desprendimento e paz interior, o luto é representado pela cor Branca, que está associada à calma e à paz.    

     Hoje em dia o uso do preto nessas situações está em desuso, especialmente nas grandes cidades, mas já foi uma tradição em nossa cultura. Esse tipo de traje é ainda visto em falecimentos de políticos, celebridades, filmes e novelas:

   Dilma e Lula no velório de José Alencar.


   Familiares e amigos no enterro de Michael Jackson.


Intérpretes de Norma e Léo em cena de Insensato Coração.

     Queremos ressaltar que independente da cor da roupa, o que deve-se priorizar é a vivência do processo do luto. O luto não é uma doença, mas pode vir a ser se você não o viver. E esse é o objetivo do Instituto do Luto Bom Pastor: fazer com que você viva melhor o seu luto!

     Estamos a disposição: institutodoluto@grupobompastor.com.br
     Um forte abraço e até Breve!


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Homenagens para Amy Winehouse...

     Neste último sábado, faleceu Amy Winehouse, 27 anos. Ainda não se tem uma conclusão sobre o motivo de seu falecimento.
     Sua morte é lamentada por milhares de fãs que desde sábado prestam homenagens à cantora na porta de sua casa, em Londres.
     As homenagens mostram a importância que Amy teve na vida de quem ficou. Uma maneira dos fãs enlutados demonstrarem todo carinho e admiração pela cantora.


      Os familiares e amigos se reuniram hoje (sexta-feira) para celebrar a vida de Amy e comemorar os momentos bons que ela viveu. Os pais também doaram algumas peças de roupas da cantora para alguns fãs que ainda se mantinham em frente a sua residência.

     Hoje em dia é muito comum durante o cerimonial funerário haver homenagens ao falecido com o objetivo não somente de amenizar a dor da perda, como também de tornar aquele momento especial e único.

     Aos familiares, amigos e fãs de Amy nossos sinceros pesares.


terça-feira, 19 de julho de 2011

"A importância dos Rituais Fúnebres"


      Todos nós algum dia, já estivemos presentes em um funeral, seja de conhecidos, parentes ou até mesmo de pessoas da nossa própria família.
Mas você sabe a importância que essa cerimônia tem?
Já parou para pensar por que essa cerimônia existe?

      A cerimônia funerária nos ajuda a "enxergar" a difícil realidade - o falecimento de uma pessoa querida. Através dela, nos conscientizamos a respeito da perda. Antes de acontecer o funeral, temos a sensação que "a ficha ainda não caiu".
      É um local onde compartilhamos a dor que sentimos. Talvez seja hoje, o único momento e lugar em que as pessoas permitem expressar o que estão sentindo, pois sabem que nesse ambiente essa expressão é aceita e a sociedade não irá puni-lo.
     Através dessa cerimônia podemos homenagear a pessoa que faleceu.
     A vida da pessoa falecida é reconstruída durante essa cerimônia. É comum familiares e amigos relembrarem acontecimentos e histórias vivida pelo falecido. Isso ajuda na expressão de sentimentos e afirma o valor que aquela pessoa tinha para nós.
     O funeral é importante, pois demonstramos através dele o valor que aquela perda tem para nós.
     O ritual do sepultamento para algumas pessoas enlutadas gera segurança e conforto: a existência de um corpo para enterrar e de um lugar para visitar. 
     A ida ao funeral demonstra aos familiares que eles não estão sofrendo sozinhos, que você também sente por essa perda. Nesse momento sua presença física, um abraço, são de grande importância para o enlutado, que se sente desamparado nessa hora. 

     Resumindo: os rituais fúnebres tem como principal função - ajudar o enlutado a expressar a sua dor de forma própria. 

     Você imaginava a importância desses rituais para o processo de luto?
     Vamos continuar trazendo curiosidades e mais informações sobre esses rituais - Aguardem!

     Não esqueçam: institutodoluto@grupobompastor.com.br
     Estamos muito felizes com a participação de vocês, sempre opinando e dando sugestões. Esse retorno que vocês nos dão é muito importante para nós! 
     É muito bom poder contar com vocês!
     Até a próxima...